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Convulsão febril: por que ocorre?

Convulsão febril: por que ocorre?

Publicado em 2023-04-19Atualizado em 2026-07-02Dr. Francinaldo Gomes

Resposta direta

A convulsão febril ocorre pela combinação entre uma fragilidade do cérebro da criança e a elevação da temperatura corporal durante um quadro febril — o gatilho costuma ser febre de pelo menos 38°C. O fator determinante não é o quanto a febre sobe, e sim a velocidade dessa elevação, o que explica por que muitos pais são pegos de surpresa pela crise antes mesmo de perceber a febre no filho. Na maioria dos casos a crise é benigna: não costuma deixar lesão cerebral, atraso no desenvolvimento ou dificuldade de aprendizado, e a chance de evoluir para epilepsia é de cerca de 1%. O risco de novas crises aumenta com histórico familiar de convulsão febril, idade menor (como abaixo de 15 meses), tendência a febre frequente ou mais alta, e intervalo curto entre o início da febre e a convulsão.

Eu sou Doutor Francinaldo Gomes, médico neurocirurgião, especialista em neuromodulação, epilepsia e cannabis medicinal, e neste artigo irei explicar por que ocorre a convulsão febril e convulsão febril infantil.

Leia o artigo completo sobre convulsão febril: Convulsão febril: Sintomas e tratamento

Convulsão Febril: Sintomas, Tratamento e o que Fazer Durante uma Crise Convulsiva Febril.▶ Assista: Convulsão Febril: Sintomas, Tratamento e o que Fazer Durante uma Crise Convulsiva Febril.

Convulsão febril: por que ocorre?

As convulsões febris são convulsões desencadeadas por uma febre de pelo menos 38 graus ℃. Ela ocorre por conta de uma fragilidade do cérebro da criança e da elevação da temperatura corporal.

Entretanto, não ocorre necessariamente com altas temperaturas corporais, como o senso comum costuma indicar, e sim quando a temperatura corporal varia muito rapidamente.

Este é um dos motivos pelos quais os pais muitas vezes são tomados de surpresa pelo episódio de convulsão, antes mesmo de perceber a febre na criança

Convulsão febril pode matar?

Na maioria das vezes, não acontece nada com uma criança que tem convulsão febril. Apesar do que se aparenta, este tipo de crise é muito benigno e a maioria absoluta das crianças não terá nenhuma lesão cerebral, retardo no desenvolvimento, prejuízo na inteligência ou dificuldade de aprendizado.

Também é importante dizer, não significa que a criança que tem crises convulsivas febris terá epilepsia, esta chance é de cerca de 1%, ou seja, muito pequena.

A maior preocupação dos pais e dos pediatras é se as crises convulsivas febris voltarem mais e mais vezes.

Esta recorrência de crises pode acontecer e é um dos focos do tratamento, se houver histórico familiar próximo com convulsões febris, as convulsões vierem com níveis mais baixos de febre ou em idade menores, como por exemplo, crianças com menos de 15 meses de vida.

Se a criança tem tendência a ter febre frequentemente ou com níveis mais altos. Ou o período entre o começo da febre e a crise convulsiva for mais curto, a chance de novas crises costumam ser maiores.

Convulsão febril: por que ocorre?

Quer saber mais sobre Convulsão Febril?

A convulsão febril é uma condição extremamente comum, que afeta muitas crianças pequenas e causa temor e ansiedade nos pais e familiares.

Confira nosso artigo completo Convulsão febril: Sintomas e tratamento para entender a doença e não ser pego desprevenido.

Veja também o guia completo: Convulsão febril: Sintomas e tratamento

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