
Diagnóstico da Miopatia, causa e tratamento
Resposta direta
O diagnóstico da miopatia começa pela anamnese e pelo exame físico, incluindo o histórico familiar e o modo como os sintomas evoluíram. Exames laboratoriais que dosam enzimas musculares (CPK, aldolase, DHL, TGO e TGP) ajudam a evidenciar lesão muscular. Exames histopatológicos por biópsia muscular, a eletroneuromiografia e a ressonância magnética completam a investigação e permitem determinar o tipo de miopatia e o tratamento mais adequado.
No texto de hoje vamos falar sobre as miopatias: quais são as suas causas, os seus tipos e se as miopatias têm cura.
Eu sou Doutor Francinaldo Gomes, médico neurocirurgião, especialista em neuromodulação, epilepsia e cannabis medicinal.
Se você quer entender melhor o que é a miopatia, seus tipos e se ela tem cura, o guia completo sobre miopatia traz essa visão geral. Aqui, vamos além: os exames que confirmam o diagnóstico e o que cada resultado indica.
Imagine a seguinte situação: você recebe a visita de seu afilhado, que há tempo você não via, e que agora está com sete anos de idade. Ao observá-lo você percebe que o mesmo anda com dificuldade, sente cansaço e dores musculares frequentes, além de estar evoluindo o afinamento dos membros inferiores.
Ao conversar com os pais você toma conhecimento que ele costumava cair muito, e demorou mais do que o normal para começar andar. Assim, por volta dos quatro anos, o quadro passou a ficar mais evidente, e vem piorando progressivamente.
Seu afilhado praticamente não consegue correr e nem subir escadas.
Os pais até chegaram a procurar ajuda médica algumas vezes, mas não obtiveram diagnóstico. Preocupado com a saúde do seu afilhado, você o leva a um neuropediatra e, após uma minuciosa avaliação e realização de exames, você e os pais são informados que ele é portador de uma miopatia chamada distrofia muscular de Duchenne.

Quais são as causas da miopatia?
A miopatia pode ser hereditária, se iniciar em idades precoces e ser de longa duração, ou ainda ser adquirida, quando geralmente se manifesta subitamente a partir de idades mais avançadas.
Além disso, a doença pode ser causada por outros fatores como infecções, inflamações, disfunções endócrinas e metabólicas, uso crônico de alguns medicamentos e o etilismo.
Em alguns casos, contudo, não é possível determinar a causa, e a neuropatia é classificada como idiopática.
Quais são as formas de diagnóstico da miopatia?
As informações coletadas durante a anamnese e o exame físico da pessoa tem papel fundamental no estabelecimento do diagnóstico.
Por ser uma condição multifatorial, a história clínica deve ser investigada minuciosamente. Assim, o histórico familiar pregressa e o modo de desenvolvimento dos sinais e sintomas contribuem consideravelmente para determinação do diagnóstico.
Além de analisar esses aspectos, exames complementares também devem ser realizados. Dessa forma, é possível determinar o tipo de miopatia e definir o tratamento mais adequado a ser seguido.
Exames laboratoriais de dosagem sérica de enzimas musculares como a CPK, aldolase, DHL, TGO e TGP podem evidenciar a presença de lesão muscular.
Exames histopatológicos feitos através de biópsia muscular, exames neurofisiológicos, como eletroneuromiografia e exames de imagem como a ressonância magnética, também podem ajudar no diagnóstico diferencial da miopatia.
Se você ou um familiar apresenta sinais de fraqueza muscular progressiva, agende sua avaliação para iniciar a investigação com os exames adequados.
Quais são as perspectivas para o tratamento da miopatia?
O tratamento da pessoa com miopatia depende da causa da doença. Os objetivos desse tratamento, no entanto, são avaliar os sintomas e diminuir a progressão da doença.
Medicamentos para miopatia
Os medicamentos à base de corticosteróides são os mais utilizados em pessoas com os diferentes tipos de miopatia. Isso acontece, pois, eles são capazes de:
- Retardar o progresso da doença;
- Diminuir a inflamação;
- Otimizar a movimentação dos membros.
Entretanto, o uso prolongado desses medicamentos deve ser monitorado, pois, eles podem causar efeitos adversos, como perda óssea, hipertensão arterial e ganha de peso.
Medicamentos imunossupressores e imunobiológicos também podem ser utilizados como terapia medicamentosa. Considera-se adotar esses tratamentos de forma a evitar ou diminuir as reações adversas causadas pelo uso prolongado de corticosteróides.
Fisioterapia
A fisioterapia é recomendada em todos os tipos de miopatia. Nesse sentido, exercícios de alongamento e fortalecimento aumentam a força muscular sem causar danos às fibras do tecido. As vantagens desse tratamento abrangem desde uma maior flexibilidade e diminuição de desenvolvimento de contraturas, até o melhor controle da dor.
A fisioterapia respiratória, por sua vez, pode ser implementada como um tratamento de suporte quando há comprometimento da capacidade vital em alguma fase de desenvolvimento da doença.
Massagens
Esse tipo de tratamento é utilizado como paliativo para amenizar as dores causadas pelas afecções e inflamação.
Ademais, as massagens podem auxiliar no relaxamento de músculos excessivamente contraídos, como ocorre em alguns casos de miopatia.
Cirurgia
Para as contraturas, deformidades e escoliose há a possibilidade de tratamentos cirúrgicos que podem ajudar o paciente em sua recuperação.
Esses procedimentos são importantes principalmente em pessoas com miopatia congênita, na qual a fraqueza muscular e a hipotonia contribuem para a redução da mobilidade das articulações e, consequentemente, as deformidades articulares.
Vale ressaltar que, independentemente do tipo de tratamento, a abordagem terapêutica deve acontecer o mais cedo possível, com o objetivo de proporcionar o melhor ao paciente.
O objetivo principal é a recuperação e a manutenção das fibras musculares, otimizando a amplitude de movimentos e dores crônicas
Tratamento com células tronco
Apesar de entraves políticos e religiosos, espera-se que, antes do tempo previsto, as pesquisas com células-tronco embrionárias mostre como é possível fabricar músculos para substituir aqueles que estão se degenerando nos portadores da distrofia muscular de Duchenne.
Como se pode notar, o tratamento para miopatia é multidisciplinar. Ele depende da investigação detalhada de casos na família e análise de exames físicos, laboratoriais e exames histopatológicos.
Assim, a partir desses dados é possível determinar o tipo de miopatia e a conduta clínica mais adequada a ser adotada.

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Conclusão
Para concluir, as miopatias são doenças que afetam predominantemente os músculos esqueléticos, e atingem principalmente crianças.
Apesar de não haver cura, o tratamento multidisciplinar, iniciado o mais cedo possível, ajuda a melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Ainda, pesquisas com células-tronco têm se mostrado promissoras.
Diagnóstico preciso é o primeiro passo para o tratamento certo. Agende sua avaliação com o Dr. Francinaldo Gomes.
Veja também o guia completo: Miopatia tem cura? Entenda sintomas, tipos e tratamento


