
Dor no Pescoço do Lado Esquerdo: Causas e Tratamento
Resposta direta
A dor no pescoço do lado esquerdo tem, na maioria dos casos, origem muscular ou postural e melhora com repouso e fisioterapia. No entanto, quando acompanhada de formigamento no braço, dor que irradia para o peito, tontura ou dificuldade para falar, pode indicar condições mais graves como hérnia de disco cervical, compressão nervosa ou, em casos raros, AVC. O diagnóstico correto feito por um especialista é essencial para evitar complicações.
A dor no pescoço do lado esquerdo é uma das queixas que mais comuns que recebo no consultório.
Na maioria das vezes, quem chega até mim já passou semanas tentando entender o que está sentindo: a dor aparece ao virar a cabeça, desce pelo ombro, sobe até a orelha, ou simplesmente fica ali, constante, sem uma causa muito óbvia.
O que poucos sabem é que o pescoço é uma das regiões mais complexas do corpo humano: por ele passam nervos, artérias, veias, músculos e a medula espinhal, tudo em um espaço muito pequeno.
Isso significa que uma única dor pode ter origens completamente diferentes, e identificar corretamente essa origem é o que define o tratamento adequado.
Ao longo da minha trajetória como neurocirurgião especialista em neuromodulação, aprendi que a dor no pescoço raramente é apenas “tensão”.
Neste guia, explico as principais causas da dor no lado esquerdo do pescoço, os sinais que exigem atenção imediata, e os tratamentos disponíveis em 2026, do mais conservador ao mais especializado.
O que é a dor no pescoço do lado esquerdo?
A dor no pescoço do lado esquerdo, chamada tecnicamente de cervicalgia, é definida como qualquer desconforto, tensão ou dor localizada na região cervical com predominância no lado esquerdo.
Ela pode ser aguda (início súbito, duração de dias) ou crônica (persistente por mais de 12 semanas), e sua origem pode ser muscular, nervosa, vascular ou articular.
A dor cervical está entre as queixas musculoesqueléticas mais comuns na população adulta.
No Brasil, o sedentarismo, o uso excessivo de celular e as longas jornadas de trabalho em frente ao computador tornaram essa condição ainda mais prevalente nos últimos anos.
Por que a dor aparece especificamente no lado esquerdo?
A coluna cervical é formada por sete vértebras (C1 a C7), e cada uma delas protege raízes nervosas que se distribuem para diferentes regiões do corpo. Quando há compressão, inflamação ou tensão em algum ponto dessa cadeia, a dor pode se concentrar em um único lado, dependendo de qual estrutura está comprometida.
No lado esquerdo especificamente, a dor pode estar relacionada a:
- Tensão assimétrica nos músculos do pescoço, comum em quem dorme de lado ou usa o celular com a cabeça inclinada
- Compressão das raízes nervosas C5, C6 ou C7 do lado esquerdo
- Alterações na articulação facetária cervical esquerda
- Em casos menos comuns, envolvimento de estruturas vasculares como a artéria carótida esquerda
Cervicalgia x torcicolo: qual é a diferença?
Uma dúvida frequente que recebo no consultório é a confusão entre cervicalgia e torcicolo. São condições diferentes:
| Característica | Cervicalgia | Torcicolo |
|---|---|---|
| Início | Gradual ou súbito | Geralmente ao acordar |
| Posição da cabeça | Normal | Inclinada ou rodada para um lado |
| Causa mais comum | Postural, degenerativa ou nervosa | Espasmo muscular agudo |
| Duração | Dias a meses | 3 a 7 dias na maioria dos casos |
| Tratamento inicial | Depende da causa | Calor local, analgésicos, repouso |
| Recorrência | Comum sem tratamento adequado | Sinal de alerta se repetir com frequência |
| Quando procurar especialista | Se persistir mais de 7 dias ou irradiar para o braço | Se não melhorar em 1 semana ou se repetir com frequência |
Quais são as causas mais comuns da dor no pescoço do lado esquerdo?
A dor cervical do lado esquerdo raramente tem uma única causa, na minha prática clínica, o que vejo com mais frequência é uma combinação de fatores: má postura somada ao estresse, ou uma degeneração cervical que estava silenciosa e foi despertada por um movimento brusco.
Entender a origem é o primeiro passo para o tratamento correto.
Tensão muscular e má postura
É a causa mais comum e, felizmente, a mais tratável, o uso prolongado de celular com a cabeça inclinada para frente, conhecido como text neck, sobrecarrega os músculos do trapézio e do esternocleidomastoideo, gerando tensão assimétrica que se concentra frequentemente no lado esquerdo em pessoas destras, devido à compensação postural.
Os sinais clássicos são:
- Dor que piora no final do dia ou após longas horas sentado
- Sensação de rigidez ao virar a cabeça para o lado direito
- Nódulos de tensão palpáveis na musculatura cervical
- Melhora com calor local e alongamento
Hérnia de disco cervical
Quando o disco intervertebral entre duas vértebras cervicais se desloca ou se rompe, ele pode comprimir a raiz nervosa do lado esquerdo, causando uma dor que vai muito além do pescoço.
Esse tipo de dor costuma irradiar pelo braço esquerdo, chegando até os dedos, e pode vir acompanhada de formigamento, dormência ou fraqueza muscular.
As vértebras mais afetadas são C5-C6 e C6-C7, responsáveis pela inervação do braço e da mão. O diagnóstico é confirmado por ressonância magnética da coluna cervical.
Artrose cervical e degeneração
Com o envelhecimento natural, as vértebras cervicais e os discos intervertebrais perdem hidratação e elasticidade.
Esse processo, chamado de espondilose cervical, é muito comum a partir dos 50 anos e pode causar dor crônica do lado esquerdo, especialmente pela manhã, com melhora ao longo do dia conforme o corpo “aquece”.
Diferente da hérnia aguda, a artrose cervical evolui de forma lenta e progressiva, o tratamento visa principalmente controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida.
Compressão de raiz nervosa (Radiculopatia cervical)
A radiculopatia cervical ocorre quando uma raiz nervosa é comprimida na saída da coluna, seja por hérnia de disco, artrose ou estreitamento do canal cervical.
A dor é caracteristicamente elétrica, em choque ou queimação, e segue o trajeto do nervo afetado pelo braço esquerdo.
É importante diferenciá-la da dor muscular comum, pois o tratamento é completamente diferente e a demora no diagnóstico pode levar a sequelas neurológicas permanentes.
Estresse e fatores emocionais
O estresse crônico é um fator subestimado na dor cervical.
Quando estamos sob tensão emocional, o corpo ativa involuntariamente os músculos do pescoço e dos ombros em estado de alerta constante, gerando contratura muscular progressiva.
É comum que pacientes com ansiedade ou síndrome de burnout relatem dor cervical persistente sem alteração estrutural nos exames de imagem.
Nesse caso, o tratamento exclusivamente físico tem resultado limitado sem abordar também o componente emocional.
Dor no pescoço lado esquerdo pode ser AVC ou infarto?
Essa é, sem dúvida, a pergunta que mais gera ansiedade nos pacientes que chegam ao meu consultório com dor cervical, e a resposta honesta é: na maioria dos casos, não.
Mas existem situações específicas em que a dor no pescoço do lado esquerdo pode sim ser um sinal de alerta para condições cardiovasculares ou neurológicas graves, e saber diferenciá-las pode salvar vidas.
Dor no pescoço e infarto: qual a relação?
O infarto do miocárdio ocorre quando uma artéria coronária é bloqueada e parte do músculo cardíaco para de receber sangue.
A dor do infarto clássico começa no peito, mas pode irradiar para o ombro esquerdo, braço esquerdo, mandíbula e, sim, pescoço do lado esquerdo.
O que diferencia a dor cervical comum da dor irradiada do infarto é o conjunto de sintomas que a acompanha:
- Pressão ou aperto intenso no peito
- Suor frio e náusea
- Falta de ar súbita
- Sensação de mal-estar geral
- Dor que não muda com a posição do pescoço
Se a dor no pescoço vier acompanhada de qualquer um desses sinais, ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.
Não espere para consultar um especialista eletivo.
Dor no pescoço e AVC: quando suspeitar?
O Acidente Vascular Cerebral pode causar dor no pescoço de forma mais indireta, especialmente nos casos de AVC hemorrágico, quando o sangramento no cérebro provoca rigidez de nuca e dor cervical intensa.
Já no AVC isquêmico, a dor no pescoço isolada é rara, mas pode preceder o evento em casos de dissecção da artéria carótida — condição que explico em detalhes logo abaixo.
Use o protocolo SAMU para identificar os sinais de AVC:
- Sorriso torto ou assimétrico
- Abraço: um dos braços cai quando levantados juntos
- Mudança na fala: palavras embaralhadas ou dificuldade de falar
- Urgência: ligue 192 imediatamente
Dissecção da artéria carótida: a causa mais grave
A dissecção da artéria carótida é uma condição rara, mas extremamente séria, onde a parede interna da artéria carótida, que passa exatamente pelo lado do pescoço, rompe parcialmente, criando um falso canal por onde o sangue passa.
Isso pode causar um coágulo que, se chegar ao cérebro, provoca um AVC. Os sintomas característicos são:
- Dor súbita e intensa no pescoço do lado esquerdo, diferente de qualquer dor já sentida antes
- Dor de cabeça forte associada
- Pálpebra caída do lado afetado (ptose)
- Pupila menor do lado afetado (miose)
- Zumbido pulsátil no ouvido
Essa condição pode ser desencadeada por um movimento brusco do pescoço, trauma cervical ou, em casos raros, espontaneamente.
O diagnóstico é feito por angiotomografia ou angioressonância cervical e o tratamento é de urgência. Se você ou alguém apresentar esses sinais, não aguarde: vá ao pronto-socorro imediatamente.

Dor na veia do pescoço lado esquerdo: o que significa?
“Dor na veia do pescoço” é uma das expressões que mais aparecem nas buscas relacionadas a esse artigo, e entendo o motivo: quando a dor pulsa ou lateja no pescoço, a sensação é de que algo está acontecendo com os vasos sanguíneos, o que naturalmente gera muito medo.
Na maioria das vezes, porém, o que o paciente sente não é uma dor vascular, mas sim uma dor muscular ou nervosa que, por sua localização, parece vir “da veia”.
A jugular e a carótida: entendendo a anatomia
O lado esquerdo do pescoço abriga duas estruturas vasculares principais que as pessoas frequentemente associam à dor:
- A veia jugular esquerda, responsável pelo retorno do sangue do cérebro para o coração
- A artéria carótida esquerda, que leva sangue oxigenado do coração para o cérebro

Essas estruturas ficam logo abaixo da pele, na lateral do pescoço, o que faz com que qualquer tensão muscular ou inflamação na região seja facilmente confundida com “dor na veia”.
Na prática clínica, a dor genuinamente vascular nessa região é incomum e geralmente vem acompanhada de outros sinais, como pulsação visível, inchaço local ou alterações neurológicas.
Quando a dor realmente pode ser vascular
Existem situações em que a dor no pescoço tem origem vascular de fato. As principais são:
- Trombose da veia jugular: rara, associada a infecções locais, uso de cateteres venosos ou estados de hipercoagulação. Causa dor, inchaço e endurecimento ao longo da veia
- Dissecção da carótida: já detalhada na seção anterior, é uma emergência médica
- Aneurisma da carótida: dilatação anormal da artéria que pode causar dor pulsátil e, nos casos maiores, compressão de estruturas vizinhas. Saiba mais sobre aneurismas cerebrais e cervicais no blog do Instituto
Quando a dor se irradia para a cabeça, ouvido ou ombro
Uma das queixas mais frequentes que recebo é a dor que começa no pescoço esquerdo e sobe para a cabeça, desce para o ombro ou chega até a orelha. Esse padrão de irradiação é um mapa valioso para o diagnóstico:
| Irradiação da dor | Possível origem |
|---|---|
| Pescoço → nuca e parte de trás da cabeça | Compressão de C2-C3, cefaleia cervicogênica |
| Pescoço → orelha esquerda | Articulação temporomandibular ou raiz C3 |
| Pescoço → ombro esquerdo | Tensão do trapézio ou raiz C4 |
| Pescoço → braço e dedos esquerdos | Radiculopatia cervical C6 ou C7 |
| Pescoço → peito lado esquerdo | ⚠️ ALERTA Sinal cardiovascular — avalie com urgência |
Quanto mais detalhada for a descrição, mais rápido e preciso será o diagnóstico. Antes da consulta, observe e anote:
- Onde exatamente dói e para onde a dor vai
- Como é a dor: latejante, em queimação, pressão ou choque elétrico
- O que melhora e o que piora (posição, movimento, calor, repouso)
- Há quanto tempo dói e se veio de forma súbita ou gradual
- Se há formigamento, dormência ou fraqueza associados
Como é feito o diagnóstico da dor no pescoço?
O diagnóstico correto da dor cervical começa muito antes de qualquer exame de imagem. Na minha consulta, o primeiro passo é sempre uma anamnese detalhada: ouvir o paciente, entender o histórico da dor, os fatores que melhoram ou pioram, e os sintomas associados.
Essa conversa, muitas vezes subestimada, já orienta em mais de 70% dos casos qual estrutura está envolvida.
Exame clínico e neurológico
O exame físico cervical avalia amplitude de movimento, pontos de tensão muscular, força dos membros superiores e reflexos. Quando há suspeita de compressão nervosa, realizo testes específicos como:
- Teste de Spurling: compressão axial da cabeça inclinada para o lado da dor — positivo sugere radiculopatia cervical
- Teste de distração cervical: alívio da dor ao tracionar levemente a cabeça — confirma origem compressiva
- Teste de Adson: avalia compressão vascular no desfiladeiro torácico
- Avaliação neurológica completa: força muscular, sensibilidade e reflexos tendinosos dos membros superiores
Esses testes, combinados com a história clínica, frequentemente permitem chegar ao diagnóstico antes mesmo da solicitação de exames complementares.
Exames de imagem
Quando os exames de imagem são necessários, a escolha depende da hipótese diagnóstica:
| Exame | Indicação principal | O que detecta |
|---|---|---|
| Ressonância magnética | Suspeita de hérnia de disco ou compressão nervosa | Discos, nervos, medula espinhal e tecidos moles |
| Tomografia computadorizada | Suspeita de fratura ou artrose avançada | Estruturas ósseas com alta precisão |
| Angiotomografia cervical | Suspeita de dissecção de carótida ou aneurisma | Artérias e veias cervicais em detalhes |
| Eletroneuromiografia (ENMG) | Confirmação de radiculopatia ou neuropatia | Velocidade de condução e função dos nervos |
| Radiografia cervical | Avaliação inicial do alinhamento cervical | Alinhamento, espaçamento e alterações ósseas básicas |
Tratamentos para dor no pescoço do lado esquerdo
O tratamento da dor cervical deve ser sempre individualizado. Não existe uma fórmula única: o que funciona para uma tensão muscular simples é completamente diferente do que é indicado para uma radiculopatia cervical ou uma dissecção de carótida.
Por isso, insisto tanto na importância do diagnóstico preciso antes de qualquer conduta terapêutica.
Tratamento conservador: a primeira linha
A grande maioria dos casos de dor no pescoço responde bem às medidas conservadoras, especialmente quando iniciadas precocemente. As principais são:
- Repouso relativo: evitar movimentos que agravam a dor, sem imobilização total, que pode piorar a rigidez
- Calor local: aplicação de bolsa térmica por 15 a 20 minutos alivia a tensão muscular e melhora a circulação local
- Correção postural: ajuste da altura do monitor, posição ao dormir e uso consciente do celular
- Ergonomia: cadeira com apoio cervical adequado, teclado na altura correta, pausas regulares durante o trabalho
- Alongamentos cervicais: realizados com movimentos suaves e lentos, sem forçar a amplitude
Essas medidas, quando aplicadas corretamente nas primeiras 48 a 72 horas, resolvem a maior parte dos episódios agudos de cervicalgia sem necessidade de medicamentos ou intervenções.
Medicamentos mais utilizados
Quando o tratamento conservador isolado não é suficiente, os medicamentos podem ser incorporados por tempo limitado e sempre com orientação médica:
- Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs): ibuprofeno e naproxeno são os mais utilizados para dor de origem inflamatória
- Analgésicos: dipirona e paracetamol para controle da dor aguda
- Relaxantes musculares: ciclobenzaprina e carisoprodol nos casos de espasmo muscular intenso
- Corticosteroides: em casos de inflamação aguda severa ou radiculopatia, por ciclos curtos e controlados
- Neuromoduladores: gabapentina e pregabalina quando há componente neuropático, como queimação ou choque elétrico
É fundamental não se automedicar para dor cervical recorrente. O uso contínuo de anti-inflamatórios sem acompanhamento médico pode mascarar condições mais graves e causar efeitos colaterais sérios.
Fisioterapia e reabilitação
A fisioterapia é um dos pilares do tratamento da cervicalgia e, na minha experiência, um dos mais eficazes quando bem conduzida.
As abordagens mais utilizadas incluem:
- Terapia manual: mobilização e manipulação cervical realizada por fisioterapeuta especializado
- RPG (Reeducação Postural Global): trabalha a cadeia muscular como um todo, corrigindo desequilíbrios posturais
- TENS e ultrassom terapêutico: recursos eletroterapêuticos para alívio da dor e relaxamento muscular
- Pilates terapêutico: fortalecimento da musculatura cervical e escapular de forma progressiva e segura
- Acupuntura: evidências crescentes para controle da dor cervical crônica, especialmente de origem tensional

Neuromodulação: quando é indicada?
A neuromodulação é uma abordagem terapêutica avançada que utiliza estímulos elétricos ou farmacológicos para modificar a atividade do sistema nervoso e controlar a dor de forma mais precisa e duradoura.
Em casos de dor cervical crônica que não respondeu ao tratamento conservador, especialmente quando há componente neuropático confirmado, a neuromodulação pode ser uma alternativa altamente eficaz.
As principais técnicas utilizadas na dor cervical crônica são:
- Estimulação da medula espinhal (EME): eletrodos implantados no espaço epidural cervical que modulam os sinais de dor antes que cheguem ao cérebro
- Bloqueios nervosos guiados: injeções precisas de anestésicos ou corticosteroides nas raízes nervosas ou articulações facetárias cervicais
- Radiofrequência: ablação das fibras nervosas responsáveis pela dor crônica nas articulações cervicais, com resultados que duram de 12 a 24 meses
Essas técnicas são sempre avaliadas individualmente, após esgotadas as opções conservadoras, e realizadas com apoio de exames de imagem para máxima segurança e precisão.
A dor no pescoço do lado esquerdo raramente é apenas “tensão passageira” quando se repete, persiste ou vem acompanhada de outros sintomas.
Ao longo da minha trajetória como neurocirurgião, aprendi que cada dor conta uma história, e ouvir essa história com atenção é o que permite tratá-la com precisão.
Se este guia ajudou você a entender melhor o que está sentindo, o próximo passo é buscar uma avaliação individualizada. Cuidar do seu sistema nervoso é cuidar da sua qualidade de vida.


